21 Abril, Sábado, 2018
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Mortes no trânsito de Araraquara caem pela metade em 2017

O número de mortes no trânsito das vias municipais de Araraquara caiu pela metade no ano passado, segundo dados do Infosiga SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo): foram 14 vítimas fatais em 2017 contra 30 no ano anterior.

 

Para o coordenador de Mobilidade Urbana, Nilson Carneiro, diversos fatores explicam essa queda. Um deles é o investimento em sinalização horizontal (faixas e marcas feitas sobre o pavimento), vertical (placas) e semafórica, que foi duplicado pela atual administração — também com recursos do Fundo Municipal de Trânsito.

 Para o investimento na sinalização, foi feito um levantamento completo dos principais locais de acidentes. “Como exemplos, temos a Avenida Bento de Abreu, próximo à rotatória da CTA, e o cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Rua 5 [Voluntários da Pátria], que tinham vários acidentes e receberam semáforos”, explica Nilson.

 Diversas campanhas de conscientização e educação no trânsito também foram executadas no ano passado. “Fizemos campanhas contra álcool e volante na época do Carnaval, indo aos bares. Tivemos o ‘Maio Amarelo’, o Consetrans (Concurso sobre Segurança no Trânsito), com palestra nas escolas e participação de unidades municipais, estaduais e algumas particulares, além de ações na Semana Nacional do Trânsito”, diz o coordenador.

 Para 2018, Nilson projeta mais medidas para que os dados de mortes continuem em queda. Somente em um convênio firmado com o Governo do Estado de São Paulo, por meio do “Movimento Paulista de Segurança no Trânsito”, a Prefeitura terá R$ 1,5 milhão para investimentos na sinalização das vias mais movimentadas, como a Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira (Via Expressa) e a Avenida Padre Francisco Salles Culturato (Avenida 36).

​​Ação conjunta

 O secretário de Cooperação dos Assuntos de Segurança Pública, coronel João Alberto Nogueira Júnior, acrescenta que a fiscalização mais rígida contra a imprudência também contribuiu para a queda nas mortes — agentes de trânsito foram direcionados para os locais que registravam mais acidentes.

 “Houve uma série de ações na parte de engenharia, educação e fiscalização. Não se reduz esses números sem uma ação integrada”, analisa.

 Além da melhor distribuição dos agentes, quatro novos radares fixos foram instalados em pontos estratégicos de Araraquara — Alameda Paulista, Avenida 36, Rua José Barbieri Neto (chegada de Bueno de Andrada) e Rodovia Dr. Nelson Barbieri (para Gavião Peixoto).

​​Detalhes

 Segundo as estatísticas, os finais de semana registraram o maior número de mortes (duas em sextas-feiras, quatro em sábados e três em domingos). As principais vítimas são motociclistas (nove), seguidos de pedestres (três) e ciclistas (duas).

 A faixa etária entre 18 e 29 anos é a que concentrou o maior número de mortes (cinco), assim como o sexo masculino (11 homens e três mulheres).

 João Alberto alerta que os motociclistas devem ter cuidados redobrados para evitar acidentes. “A possibilidade de um motociclista se envolver em um acidente com vítima é 30 vezes maior que um motorista de veículo. É necessário usar os equipamentos de segurança corretamente, porque o risco é bem maior”, adverte.

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